sexta-feira, 1 de abril de 2011

Gastronomia


            Viajar pelo mundo dos sabores caminhenses é uma descoberta irrecusável. A dieta alimentar reflecte o interior e o litoral, abrindo um vasto leque de opções gastronómicas.

            Nas freguesias do litoral, a proximidade com o mar e os rios faz emergir o peixe fresco e saboroso. A actividade piscatória, desenvolvida ao longo dos anos, apurou técnicas e garantiu várias as principais espécies de peixe, nomeadamente: truta, salmão, sável, robalo, linguado, sardinha, solhas, entre outros, são algumas das especialidades mais utilizadas na culinária local, mas não só.



Caldeirada de peixe à Tio Feito

Peixes diversos – ½ kg de congro, raia, tamboril, ruivo, feiticeiras, tremelicosas; fígado e buchos de tamboril, chocos e ovas de badejo e pescada; batatas, pimentos, tomate, cebola, olho, vinho branco verde, colorau, pimenta branca, banha de porco, azeite, sal, salsa, loura, e aguardente velha.


Amanham-se todos os peixes, cortam-se em postas, lavam-se muito bem e salpicam-se de sal.

Depois de todos estes produtos preparados, colocam-se alternadamente dentro da caldeira (tacho), havendo o cuidado de a primeira e última camada serem de cebola.
Todos os produtos são colocados no tacho em cru e só depois de estarem as camadas feitas é que vai ao lume.
Ao fim de 10 minutos de cozedura regar com o vinho branco verde.
Deixar cozinhar por mais 45 minutos, tendo o cuidado de dar umas voltas ao tacho.



Arroz de Lampreia:

1 lampreia, 2 cebolas, 2 dl de azeite, 1 ramo de salsa, 1 dl de vinho branco, ½ chouriço de carne, sal, pimenta, 400g de arroz
            Prepara-se a lampreia, corta-se em bocados e tempera-se com o vinho branco, a salsa, sal e pimenta.
            Faz-se um refogado, pouco puxado, com a cebola e o azeite. Introduz-se a lampreia neste refogado juntamente com o sangue, a salsa e o vinho que serviram para a temperar. Adiciona-se um pouco mais de pimenta e o chouriço cortado às rodelas e deixe-se refogar.
            Retiram-se os bocados de lampreia e acrescenta-se a calda com água. Esta deve ser em quantidade que perfaça cinco a Seia vezes o volume do arroz. Rectifica-se o paladar da calda, deixa-se levantar fervura e junta-se o arroz escolhido mas sem ser lavado.
            Depois do arroz cozido, o que leva cerca de 20 minutos, introduzem-se os bocados de lampreia e serve-se o arroz imediatamente.


Lampreia a Bordalesa

Cabrito estufado moda da Serra D'Arga
Vinha de alho:

            Parte-se o cabrito em pedaços. Faz-se a vinha de alho com vinho branco, sal, alho, pimenta doce, pimenta picante, pimenta branca e loureiro. Mete-se o cabrito dentro e fica assim durante 24 horas. A vinha de alho tem de cobrir o cabrito por completo.
Preparação para o estufado:
            Numa panela baixa e larga deita-se cebola picada, alhos picados, loureiro, pimenta doce, pimenta branca, sal, vinho branco e banha de porco. Leva-se a estufar em lume brando para que a carne fique mais suculenta. (o vinho branco da vinha de alho, não serve para o estufado; a calda da vinha de alho não se reutiliza. 

Solhas secas à moda de Lanhelas
Amanham-se e limpam-se as solhas: salgam-se com bastante sal e colocam-se durante duas horas, aproximadamente. Atam-se aos pares de forma a poderem ser colocadas no pau do fumeiro. Defumam-se lentamente durante dois dias.
·        Cozidas:
Cozem-se as solhas com as batatas e as cebolas; depois de cozidas servem-se numa travessa bem regadas com um bom fio de azeite e vinagre a gosto.
·        Passadas na sertã:
Põe-se a sertã com óleo ao lume e logo que esta esteja bem quente, passam-se rapidamente as solhas de um lado para o outro.
Servem-se bem quentes e com bastante alho.
Assim, são servidas na Festa das Solhas, em Lanhelas, constituindo esta receita a forma mais tradicional.



Caldeirada de Peixe:


Peixes e Mariscos:

Os Caminhenses

Os Mokas

Arroz doce:


Aletria:


Mel da Serra D'Arga


Enchidos:




Broa:


Polvo à moda do Lagar do Carvalhas de Dem:


Cozido à moda da Serra D'Arga:

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Património natural

 Praia de Moledo






Praia de Vila Praia de Âncora



Praia Foz do Minho

A Praia da Foz do Minho, como o nome indica situa-se bem junto à Foz do Minho e posiciona-se numa zona em que o rio e o mar se encontram.
As suas caracteristicas paisagisticas diferenciam-na pela beleza da vegetação envolvente, tendo o Pinhal do Camarido bem próximo.
As opções para os veraneantes passam por ir a banhos ou dar um passeio refrescante por entre o ar puro dos pinheiros.
Como infa-estruturas, pode contar com restauração, aluguer de toldos e espreguiçadeiras, balneários e acesso a pessoas de mobilidade reduzida.





Mata nacional do Camarido

 


Miradouro da Sra.das Neves






Serra D`Arga



Foz do Rio Ancora



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Património Histórico, Religioso e Monumentos

Capela de S.Pedro de Varais

A Capela de São Pedro Varais, classificada como imóvel de interesse público desde 1950, fica na freguesia de Vile, na vertente de dois montes, nos contrafortes da Serra d’Arga.
Este monumento, cuja construcção terá ocorrido entre os séculos X e XIV, caracteriza-se por uma organização planimétrica simples e pela escassez de elementos decorativos. Apresenta uma planta longitudinal, composta de nave única e capela-mor quadrangular irregular. A fachada principal é coroada por um campanário de sineira única, típico do período Românico tardio.
Os painéis pintados a fresco no interior da capela, e restaurados em 1999, datam da primeira metade do século XVI. 



Casa dos Pitas

Este palácio urbano, construído junto ao Terreiro, obedece a uma tipologia comum no século XVII, desenvolvendo-se em planta rectangular e horizontalmente. A Casa dos Pitas, de dois pisos, foi construída entre 1649 e 1652 e traduz o estilo revivalista manuelino e barroco.

 
Chafariz

Localizado bem no centro de Caminha, o Chafariz é uma notável obra de arte que embeleza o Largo do Terreiro. Foi mandado construir entre 1551 e 1553, pelo mestre vianense João Lopes Filho. Monumento nacional desde 1910, o Chafariz tem estilo renascentista e assenta em plataforma circular velada por balaustrada de ferro.



Dólmen da Barrosa

O Dólmen da Barrosa, situado em Vila Praia de Âncora, foi classificado como monumento nacional em 1910. É considerado um dos monumentos megalíticos mais emblemáticos da Península Ibérica, documentando aspectos culturais do período Neolítico tardio.
Este monumento, vulgarmente designado por Lapa do Mouro, é formado por uma câmara megalítica (área sepulcral por excelência), constituída por nove esteios imbricados, apoiando-se uns aos outros, quatro de cada lado, a partir da cabeceira, ligeiramente fracturada, que se implanta verticalmente e cuja configuração é rectangular.
O Dólmen da Barrosa tem um interesse singular, quer do ponto de vista científico, quer para o turismo e para a cultura em geral, devido à sua arquitectura, ao seu porte, ao seu estado de conservação e ao seu espólio.

Forte da Ínsua

O Forte da Ínsua é rodeado pelo mar e localiza-se ao largo da famosa praia de Moledo, estando classificado como monumento nacional desde 1910. O ilhéu que acolhe a fortaleza foi inicialmente ocupado por uma comunidade franciscana, no século XIV, altura em que se construiu o convento de Santa Maria da Ínsua. Também deste período deverá datar a primeira fortaleza. Mas o forte, tal como hoje o conhecemos, data do século XVII, do reinado de D. João IV.
A sua planta desenvolve-se em estrela irregular, com cinco baluartes e revelim, e alberga no interior o convento franciscano, ampliado em 1676. Em 1949 foi entregue ao Ministério das Finanças.           





Forte da Lagarteira

O Forte da Lagarteira, também designado por Forte de Âncora, foi construído em Vila Praia de Âncora, sendo considerado imóvel de interesse público desde 1967. Tinha por objectivo a defesa da costa perante a ameaça da armada espanhola.
Trata-se de uma fortaleza com planta em estrela, construída por quatro baluartes laterais e bateria de três faces na fachada voltada ao rio. Nesta construcção conciliam-se as características seiscentistas com a persistência de algumas notas de cariz medieval, como é o caso do balcão fechado.  




 

Igreja da Mesericórdia

No centro da vila, junto dos Paços do Concelho, situa-se a Igreja da Misericórdia, construída no século XVI. É um edifício renascentista, de planta longitudinal, composto por uma única nave e capela-mor de planta rectangular. No século XVIII foi redecorado o interior, com talha dourada em estilo barroco e rococó. Num dos altares destaca-se a imagem de Santa Rita de Cássia.  


Varanda Porticada da Igreja
O Mosteiro de Serra d'Arga


O Mosteiro de S.João de Arga está implantado no topo da Serra d’Arga, na freguesia de Arga de Baixo, e daí se avista o rio Minho e a serra. Embora seja desconhecida a data da sua fundação, as características apontam para o final do século XIII. Esta construcção românica insere-se no grupo das pequenas igrejas rurais, de nave única e curta, com capela-mor de planta quadrangular e panos murários muito robustos.
A capela foi alvo de várias reformas ao longo dos séculos. O complexo inclui o que terá sido um albergue para romeiros, construído em trono da igreja.








 
Muralhas

As muralhas mais antigas de Caminha datam do século XIII, no reinado de D.Afonso III. No século XIV, D.João I dota a fortaleza de uma segunda linha da muralha. Mas é no século XVII, na sequência das guerras da Restauração, que são construídos os baluartes e torreões da fortaleza. Os muros que dela restam, algumas dezenas de metros de cintura amuralhada, são em parte medievais e em parte setecentistas


 
Ponte de Vilar de Mouros

A maioria das fotografias aqui presentes são da autoria do Municipio de Caminha.
No lugar da Ponte, sobre o rio Coura, fica a Ponte de Vilar de Mouros, monumento nacional desde 1910.
Considerada como um dos protótipos das pontes góticas nacionais, a ponte é constituída por três arcos ligeiramente quebrados, sendo o médio de maior dimensão, e um tabuleiro em cavalete. Apesar de se conhecer a data exacta da sua construção, as suas características arquitectónicas apontam para o período entre o final do século XIV e o início do século XV. 



 
Rua Direita

No coração do centro histórico, a rua é emblemática, apresentando moradias com fachadas artísticas e varandas que exibem interessantes elementos arquitectónicos. Área comercial e residencial por excelência, transforma-se, à noite, em ponto de encontro da “movida” caminhense.




Torre do Relógio

É parte integrante das Muralhas e foi mandada construir no século XII. É uma única torre, do género, subsiste em toda a sua pureza. Voltada a sul, era também conhecida por Porta de Viana, por construir uma saída em direcção a Viana do Castelo. Após a Restauração, D.João IV mandou colocar sobre a porta uma imagem em pedra da Virgem da Conceição. De planta quadrada, é formada por dois pisos, sendo actualmente o único torreão remanescente do castelo de Caminha. Em 1673, no cimo da torre foi colocado o relógio que lhe viria a dar o nome. É monumento nacional desde 1951.




Interior da Torre

Forte do Cão
Classificado como imóvel de interesse público desde 1967, o Forte do Cão situa-se na Gelfa, na freguesia de Âncora. É uma fortaleza construída no século XVII, durante a Guerra da Restauração, com o propósito de defender a costa portuguesa perante a armada espanhola. Esta construção possui uma planta em estrela, com quatro baluartes, dois deles voltados ao mar.



Cruzeiro da Independência

O Cruzeiro da Independência de Lanhelas impõe-se, na freguesia com o mesmo nome, quer pela imponência das duas dimensões, quer pelo significado que encerra para todos os lanhelenses. 
Trata-se de um monumento comemorativo das guerras da independência. Justaposto a um moinho de vento, este monumento celebrara o dia 23 de Abril de 1644, que ficou na história como a data que os habitantes de Lanhelas se defenderam, com assinalável valentia, da investida espanhola. Aliás, é neste dia também que se comemora o Dia de Lanhelas.
Ao Cruzeiro da Independência estão também associadas, além desta, outras datas significativas, designadamente 1140/1640 e 1940.






Igreja Matriz
A Igreja Matriz, monumento nacional desde 1910, é o ex-libris desta vila do litoral minhoto, simbolizando a fé e a persistência dos caminhenses. A edificação repartiu-se por duas fases, a primeira em 1428, e a segunda em 1488, durante o reinado de D. João II. A construção demorou cerca de 70 anos e terminou no reinado de D.João I.